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Conheça os principais erros na especificação e uso do cimento


A especificação correta do cimento interfere diretamente no bom desempenho do concreto. De acordo com o geólogo Arnaldo Forti Battagin, diretor de Tecnologia e dos Laboratórios da Associação Brasileira de Cimento Portland (ABCP), a vida útil de uma estrutura em concreto é o tempo em que ela conserva suas características durante o uso da edificação, sem inconvenientes ou adversidades significativas.

 

“E para alcançar uma vida útil prolongada são necessários cuidados com os materiais constituintes do concreto e um projeto e fase executiva adequados”, ensina Battagin, apontando para a observância aos requisitos das normas da ABNT NBR 6118 (Projeto de Estruturas de Concreto) e ABNT NBR 14931 (Execução de Estruturas de Concreto), respectivamente. Essa atenção é fundamental, já que são normas consideradas “mães”, bastante amadurecidas e detalhadas que tornam possível evitar a maioria das manifestações patológicas.

 

A falha do projeto ou execução pode levar a patologias não ligadas diretamente ao cimento como sobrecargas, impactos, abrasão, movimentação térmica, concentração de armaduras, retração hidráulica e térmica, exposição a ambientes marinhos, ação da água, excesso de vibração, falhas de concretagem, falta de proteção superficial, entre outras.

 

“Mas é necessário esclarecer que a qualidade e o uso apropriado do tipo de cimento são também fatores que contribuem para evitar manifestações patológicas nas edificações”, salienta.

 

Entre os problemas que a especificação e/ou uso incorreto do cimento podem causar, ele destaca: corrosão de armaduras, desplacamento em pisos, eflorescências, esfarelamento do concreto e trincas ou fissuras decorrentes, por exemplo, de reação álcali agregado e ataque por sulfatos.

 

ERROS NA ESPECIFICAÇÃO E USO

 

Entre os erros mais comuns está a escolha de um cimento não normalizado, isto é, que não atenda à norma ABNT NBR 16697 - Especificação de Cimento Portland. “A principal consequência é a baixa resistência do concreto”, aponta Battagin.


O especialista elenca, a seguir, por tipo de cimento, os principais erros e patologias:

 

- CPV – A falta de cuidado na cura, especialmente em ambientes expostos a alta temperatura, ventos e baixa umidade, pode gerar fissuração generalizada por retração. Também não se deve usar em concreto massa, sem adoção de medidas de resfriamento do concreto. A patologia será a fissuração de origem térmica.

 

- CPIII – Ao usar em caldas de injeção em concretos protendidos resultará na corrosão das armaduras, com risco à segurança estrutural. Outro erro é usar esse tipo de cimento em argamassas de revestimento. A consequência será o manchamento do revestimento.

 

- Todos os tipos de cimento com alto teor de álcalis – Para evitar o aparecimento da reação álcali agregado quando o agregado for reativo, devem ser seguidas as recomendações da NBR 15577-1. Caso contrário, haverá fissuras e trincas, com perda do módulo de elasticidade do concreto.

 

- CPIII e CPIV – O erro é especificar em situação em que se exijam desformas rápidas, sem uso de curas térmicas, como nos concreto pré-moldados. O impacto na edificação será a fissuração por não atingimento da resistência.

 

Outro erro com esses tipos de cimento é seu uso em temperaturas baixas nos casos em que se exijam altas resistências iniciais.

 

Se não houver compensações nas dosagens, ocorrerá fissuração por atingimento da resistência.


Mais Informações:


www.telhasperkus.com.br

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